Pular para o conteúdo principal

Voltei


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Só se vê bem

Só se vê bem… Durante uma consulta no oftalmologista, ou oculista, como era chamado antigamente, "enxerguei" muitas coisas. A princípio, ora mal, ora médio, ora melhor, vi aquelas letras de todos os tamanhos projetadas na parede. Acho que nesse cineminha teste de alfabetização ocular, consegui passar, passando para uma mesma receita de óculos. Depois disso fui para uma sala fazer outros testes em outras máquinas. Uma delas dá um tipo de soprinho nos olhos. A outra mostra a imagem de uma paisagem com uma pequena casa desfocada, que vai aparecendo aos poucos. É bom quando coseguimos ver a imagem da casinha. Não sei pra que serve, mas é bonitinha. Dá uma sensação de que podemos ver as coisas mais alegres, com uma visão lúdica. Já na outra máquina, fico tensa na hora do sopro nos olhos e, de um jeito quase infantil, me assusto. Uma bobagem que faz o médico achar graça. Sou assustada como os gatos. Me assusto até com o pão quando pula da torradeira, eu… e o gato. Dessa vez fiquei ...

Magia

Magia Em conversa recente com uma de minhas irmãs, relembramos os tantos Natais em família. Essa nostalgia nos levou a refletir sobre o sentido atual dessa festa tão importante. Entre os muitos paradoxos sobre essa data, percebemos que o Natal se desviou do que realmente deveria ser.  O luxo e a opulência se fazem cada vez mais marcantes, ofuscando a essência dessa comemoração. Relembramos a riqueza da simplicidade que enfeitava nossas ruas, nossas casas e nossos corações.  As lojas pequenas, que pareciam tão grandes, ofereciam mercadorias de singelos presentes escolhidos em vitrines e trazidos pelo Papai Noel que só aparecia no céu estrelado da nossa imaginação. Também fazem parte dessas lembranças as melodias e letras mal cantadas de clássicas músicas natalinas e orações em torno das mesas decoradas com as melhores intenções. Os aromas e sabores eram compatíveis com a especialidade dessa data e com os preparos das receitas afetivas. As poucas luzinhas, que eram peque...

A-fã

  Como o verbo é importante. Sem ele o sujeito fica inerte, sem ação, sem sentido. E como fica melhor quando se permite a licença poética de conectar um ao outro, criando uma síntese na complexidade. Esse novo é tão esplêndido de reciprocidade que se encolhe na grandeza de ser sentimento, o sentido de um todo em apenas uma palavra. É o minimalismo ressignificando o que se necessita, o necessário. Com tantos sujeitos a verbos torpes, com predicados e complementos sem noção, objetivamente deveriam ser ocultos e ocultados em suas ações. Já, por outro lado, ainda se pode verbalizar poetizando outros tantos pelas ações que escrevem e os descrevem eternizados.  Assim, vejo atualmente, com admiração, alguns desses sujeitos, sujeitos e destinados a serem brilhantes. Essa admiração atua entre extraordinários movimentos de ação, entre câmeras, protagonizam cenas que me inspiram a renovar velhos cenários ordinários, elevando meus sentimentos de esperança, lapidando sonhos cinematográfico...