Magia Em conversa recente com uma de minhas irmãs, relembramos os tantos Natais em família. Essa nostalgia nos levou a refletir sobre o sentido atual dessa festa tão importante. Entre os muitos paradoxos sobre essa data, percebemos que o Natal se desviou do que realmente deveria ser. O luxo e a opulência se fazem cada vez mais marcantes, ofuscando a essência dessa comemoração. Relembramos a riqueza da simplicidade que enfeitava nossas ruas, nossas casas e nossos corações. As lojas pequenas, que pareciam tão grandes, ofereciam mercadorias de singelos presentes escolhidos em vitrines e trazidos pelo Papai Noel que só aparecia no céu estrelado da nossa imaginação. Também fazem parte dessas lembranças as melodias e letras mal cantadas de clássicas músicas natalinas e orações em torno das mesas decoradas com as melhores intenções. Os aromas e sabores eram compatíveis com a especialidade dessa data e com os preparos das receitas afetivas. As poucas luzinhas, que eram peque...
Ah! O amor... De interjeições, exclamações, interrogações e surpresas. Palavra doce entre ofícios e sacrifícios amargos. Compreender o amor é um exercício. Senti-lo, um aprendizado. Nem sempre é o que se define, nem sempre se constrói e permanece em apenas uma definição. Discordo do poeta quando ele diz "que seja eterno enquanto dure". Prefiro dizer: "que ele dure eternamente enquanto amor". Esse amor, que acaba em um determinado momento, não deve ser amor. Esse amor de eternidade intensa e passageira não é amor. Amor de aroma abstrato, edificado no belo, amor dos poetas. Esse amor é "fingidor, fingindo a dor que não se sente". É amor personificado, amor elaborado, pensado, calculado, medido em tempo, marcado por uma existência fugaz. Amor romanceado em páginas, com prefácios e epílogos. Amor dançado, cantado. Amor valsa e bossa nova. Amor de vitrine, de cartaz, de cinema. Amor de foto, de calendário. Amor de passagem. Amor de viagem, passei...