Nesse dia dedicado a Nossa Senhora Aparecida fico aqui, em romaria e prece. Talvez minha romaria seja levar palavras, usando o dom da escrita, para que em prece sejam acolhidas. Gostaria de não sentir mais aquela dor que aperta o coração quando me vêm lembranças de tempos sombrios. Lembranças de velhas intolerâncias, retrocessos enterrando esperanças, olhos fechados, covas rasas, dores profundas, pratos cheios de carcaças, vazios, fartos de desmazelos, desmatando, dizimando etnias em corpos cadavéricos de velhos e crianças, inocências alimentando culpados corações secos, ardilosos, ricos no ouro enlameado da ganância. Como esquecer? Isso deveria aquecer. Ferver mentes, em consciência, em consequências. Isso e tantos outros desmandos, deveriam arder, nas bocas que pronunciam o Santo nome de Deus em vão. Santificado sim, seja o vosso nome, na verdade, na justiça, no pão nosso, de todos, de cada dia. Que venha sempre entre nós, na paz, no amor, na igualdade, para todos, o v...
Coisaradas Tem dias que as coisas ficam num vai e vem na nossa mente. Coisaradas, boas, más, de bobeiras, que afastam as coisas ruins. Tem dias que vêm, que vão, que são, com coisaradas para fazer que estão na mente, e outras que a gente mente não estar, pra não ter que fazer. Tem dias que vão, quase em vão, num vai e vem de tantas coisaradas. Tem dias que ficam. Tem dias que foram. Tem dias sem a graça das piadas sem graça. Tem dias de coisaradas. Tem dias de risadas, de graças. Tem dias que são, sendo sãos, santos dias. Tem dias que vão, que vem que sejam renascidos no anoitecer num acontecer de coisaradas de um novo dia.