O secreto agente
Assisti ao premiado filme candidato ao Oscar: “O agente secreto”.
Vi sem criar expectativas, para viver a experiência, sem rótulos, sem as avaliações que o levaram a tal condição.
Quis ter minha própria interpretação, sentir mais do que construir uma crítica com conceitos e conhecimentos aprofundados sobre a arte cinematográfica.
A princípio, terminei de ver o filme com uma sensação estranha, melancolia.
Pensei até que fosse uma coisa refletida, misturando sentimentos pessoais.
Um cinema, sem a colorida leveza do cinemascope.
Compreendi que se tratava de algo mais do que entretenimento.
Em cada grão de pipoca preparado para a distração, senti o gosto doce e salgado que se alternavam.
Tentar digerir o sabor da alienação de tempos sombrios foi indigesto.
Essa história de tantas histórias me transportou num tempo que sempre ainda é tempo, que não se apaga.
Thriller, lendas.
Tempo de tantas contradições.
Tempo vivido, vívido como as cores dessa época de tantos contrastes.
Hoje, ainda existem tantos retalhos.
Parecem os muitos quadrados que minha mãe tricotou para uma colcha.
Todos guardados numa sacola.
Todos esperando ainda o momento de serem costurados.
Tantos fragmentos indecifráveis, quebra- cabeças faltando partes, de corpos, de pernas, pedaços guardados nas horríveis memórias assombradas.
É o entendimento do nada desse todo, tão nada.
O agente secreto age, secretamente, num tudo de final sem fim.
Sensibilidade â flor da pele , retratando tempos difíceis e que , lamentavelmente, ainda vivenciamos um pouco e sempre sendo ameaçados do seu retorno. Tomara. Isso povo brasileiro, esteja um pouco mais esclarecido na hora da sua escolha !!!!
ResponderExcluirParabéns!!!!