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Mostrando postagens de 2023

Santo querido

      Frei Galvão   Santo de santo remédio. Agradecer será sempre pouco diante da grandeza de todas as suas obras. Nascido em Guaratinguetá (SP) em 1739, Frei Galvão é o primeiro Santo brasileiro. Deixou-nos uma grande obra, o Mosteiro da Luz, declarado “Patrimônio Cultural da Humanidade” pela UNESCO, aqui em São Paulo, o qual também ajudou a construir com as próprias mãos. Por essa razão é considerado o protetor dos construtores civis, dos pedreiros, arquitetos e engenheiros. Criou as pílulas, feitas com pequenos papeizinhos enrolados, com uma oração escrita dentro deles, para ajudar as pessoas doentes como um remédio e alento para sanar os males de cada um, físicos e espirituais. Creio que sua intenção com isso, fosse a de fazer algo que ajudasse a despertar a fé, uma grande aliada na realização da cura. Ajudar as pessoas e promover a caridade foi o maior trabalho que Frei Galvão realizou. Santos devem ser todos os que procuram ser melhores em ...

Davincianas

Num tempo sem tempo, viviam, em um lugar com céu lápis-lazúli, duas meninas: Mona e Lisa.  Filhas de um mestre das artes, foram criadas feito pinturas. Sob os olhares do pai elas brincavam nas colinas e posavam sorrisos tímidos para as telas notáveis do senhor Da Vinci. Mona gostava tanto de ser retratada que magicamente a bela foi enclausurada numa tela, cela de eternidade. Nunca mais saiu dela. Dessa prisão emoldurada se fez admirada. Sua notoriedade percorre o mundo e transpõe os tempos. Dentre esse e outros tantos mistérios já não se sabe mais quais as verdades sobre Mona. Seu sorriso brilha sob camadas de verniz onde já não se vê o mesmo sorrir de outrora. Porém, com Lisa, tudo muda. Retratada como a irmã, não ficou célebre como Mona. A tempo percebeu que o destino dessa fama tinha o preço da liberdade, aprisionada e camuflada sob camadas craqueladas de tintas e verniz. Lisa, então, preferiu não ser adornada da mesma popularidade. Sem poses e enquadramento, voou...

Hora direis...ora

Ora, direis Tolos ouros De todos  Que não saciam a sede   Em rasos regatos  Ricos pobres que  Peneiram a alma  Entre pedras e areia Buscando vender  Seu intento  Pelo que não consegue comprar Ouros tolos, Direis Ora reluz  Ofuscando as horas Do tempo que se desmancha Sob os sóis De cada dia Do pão nosso de Midas  Oro, direi Procura no encontro De cobiça  E conquista Naquilo que se perde Entre os dedos  Derretendo sonhos Entre anéis E alianças de esperanças Ora, direis Vale tanto quanto o entanto Desse encanto? Busca revestida de horas sem tempo Encontros que se perdem Guardados no sempre  De tolos tesouros dourados.